WhatsApp na automação: modelo aprovado, aceite e teto de gasto

O passo Enviar WhatsApp coloca a mensagem no celular da pessoa dentro da automação, no mesmo desenho em que já ficam o e-mail, a espera e a tarefa. Ele tem três diferenças em relação ao e-mail, e as três vêm de regras do próprio WhatsApp — vale entender antes de montar.

1. O texto não se escreve aqui: escolhe-se um modelo aprovado

Fora da janela de 24 horas depois da última mensagem do cliente, o WhatsApp só entrega modelo aprovado (aquele que a Meta analisou e liberou). Por isso o passo pede Qual modelo em vez de uma caixa de texto livre.

A lista mostra só os modelos da categoria marketing — divulgação, novidade, promoção. Os modelos de utilidade não aparecem aqui: eles são do atendimento, para reabrir uma conversa. Quem separa é a própria Meta, na hora em que você cadastra o modelo.

Se o modelo tiver espaços para preencher, o passo mostra um campo para cada um, rotulado pelo trecho da mensagem que vem antes dele ("Aqui é a equipe da ___"), e a prévia em cima mostra a frase montada. Em cada espaço, o Inserir dado abre a lista do que a plataforma sabe da pessoa — agrupada pela origem (contato, marca, responsável e, conforme a automação, o negócio ou o atendimento), com um exemplo real ao lado de cada item.

Preencha o "se estiver vazio". A Meta recusa a mensagem inteira quando um espaço chega em branco, então um cadastro sem aquele dado derruba o envio. O valor padrão que você escrever ali entra no lugar e a mensagem sai.

Para criar e aprovar modelos, veja o tutorial Modelos de mensagem do WhatsApp.

2. Só vai para quem aceitou receber no WhatsApp

Quem marcou "aceito receber novidades" num formulário autorizou e-mail — não autorizou mensagem no celular. São aceites diferentes, e a lei trata assim.

Por isso o passo exige um tipo de aceite, e a regra é rígida de propósito: sem aceite no canal WhatsApp, a mensagem não sai. No e-mail, um envio sem tipo de assinatura ainda respeita apenas a lista de bloqueio; no WhatsApp, a ausência de aceite é um "não".

Em Administração › Configurações › Marketing › Assinaturas você cria os tipos e diz, em cada um, em que canal aquele aceite vale. Um tipo de WhatsApp é preenchido pelo telefone da pessoa — nos formulários que perguntam telefone e mostram o texto de consentimento correspondente.

3. Cada mensagem é cobrada, e existe um teto por dia

Diferente do e-mail, a Meta cobra por conversa iniciada por você. Como a cobrança real só chega depois, o passo tem um máximo por dia — 500 por padrão — para você não descobrir um estouro no dia seguinte.

Batido o teto, os envios do dia param e ficam registrados como bloqueados, com o motivo. A automação continua rodando: quem tem aceite não é punido pelo limite, e no dia seguinte a contagem recomeça.

Antes de ativar

A automação só ativa com modelo e tipo de aceite escolhidos. É proposital: sem os dois, ela rodaria "com sucesso" sem entregar mensagem nenhuma, que é o pior jeito de falhar — parece que está funcionando.

Um detalhe de conexão: o passo funciona com o WhatsApp oficial (Cloud API). Conexão não oficial, por leitura de QR, não é aceita aqui — nela não existe modelo aprovado, e mandar mensagem em massa por fora é o caminho mais rápido para o número ser bloqueado pela Meta.