Testar a automação: o caminho de uma pessoa, sem enviar nada

A automação é o único lugar em que o erro aparece depois — quando já foi para mil pessoas. Até então, o único jeito de saber se a condição desviava certo, ou por que a mensagem não saía, era ligar e esperar.

O botão Testar, no editor da automação, responde isso antes: escolha uma pessoa da sua base e veja o caminho que ela percorreria, com as mensagens já montadas com os dados dela. Nada é enviado e nada é gravado.

As duas perguntas que o teste responde

  1. Por qual ramo essa pessoa passa? Cada condição mostra, ao lado da regra, o valor que o cadastro dela tem hoje — que é o que explica o desvio sem obrigar você a abrir o cadastro em outra aba.
  2. Por que a mensagem não sai para ela? O passo que não aconteceria tem o mesmo destaque do que aconteceria, só em outra cor, com o motivo e a mensagem montada logo abaixo.

Ninguém abre um teste para ler "enviaria e-mail". Abre para descobrir por que não enviou.

O veredito é sobre a pessoa, não sobre o desenho

No fim da linha do tempo vem a conclusão, e ela conta o que aconteceria com aquela pessoa: "Nada aconteceria com essa pessoa: 2 passos barrados" ou "1 passo aconteceria; 1 ficaria de fora". O caminho pode terminar bonito no objetivo e, ainda assim, a pessoa não receber nada — é essa diferença que o veredito mostra.

Quando o motivo é falta de aceite

O bloqueio mais comum é consentimento, e o teste diz qual dos três é:

  • nunca aceitou aquele tipo de assinatura;
  • pediu para sair dele;
  • está na lista de bloqueados (descadastro, retorno do provedor ou bloqueio manual).

São situações diferentes, com saídas diferentes. Para a primeira — e só para ela — o próprio teste oferece Registrar aceite: você confirma que tem essa autorização, ela é gravada como aceite manual com data e autor, e o teste roda de novo já com aquilo valendo.

Quem pediu para sair não ganha atalho: reinscrever quem se descadastrou é exatamente o que a lista de descadastro existe para impedir. Bloqueio na lista de supressão idem — o caminho é a tela do cliente, com o histórico à vista.

Enviar de verdade para uma pessoa

Ver o texto montado responde "o que está escrito"; não responde "como isso chega no celular dela". Para isso, o passo de mensagem tem o Enviar de verdade para {nome}: um passo, uma pessoa, um clique.

Esse envio é real em tudo — respeita o aceite, conta no teto diário, entra no histórico e tem custo. A confirmação avisa disso antes, inclusive que, no WhatsApp, a conversa é cobrada pela Meta.

Vale só para passo de mensagem (e-mail e WhatsApp). Passos que mexem no operacional — criar tarefa, distribuir para a equipe — ficam de fora: teste que mexe na rotina de quem trabalha não é teste.

Limites e regras

  • Nada é gravado. A inscrição do teste não existe fora dele, então testar não suja a contagem de quantas pessoas entraram na automação.
  • As esperas são puladas, e o teste diz que pulou. Quem está testando não volta daqui a dois dias.
  • O passo "Peça ao agente" consulta a IA de verdade — é justamente o julgamento que se quer conferir. Dá para desligar antes de rodar, e ele não desconta do teto da automação.
  • O rodízio de responsáveis não é consultado no ensaio: só de perguntar "quem é o próximo?", a vez de verdade mudaria.
  • O teste roda o que está salvo. Alterou o desenho, salve antes.